O câncer de pele representa hoje 25% de todos os casos de câncer diagnosticados anualmente no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Apesar da alta incidência, há ainda muito desconhecimento quanto as características e sintomas da doença e muitos subestimam a necessidade de prevenção e acompanhamento médico regular, da mesma maneira que se faz check-up médicos periódicos para outras áreas da saúde, como ginecológica e cardíaca.
Causa

 

No caso do melanoma, o fator genético tem forte papel no desenvolvimento da doença, portanto, quando houver casos na família é preciso reforçar a atenção e o acompanhamento médico preventivo. Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer de pele. A doença também pode surgir a partir de feridas crônicas na pele e exposição a agentes químicos ou à radiação.

 

O câncer de pele, é mais comum em pessoas acima de 40 anos, e em pessoas de pele clara e sensível à exposição ao sol, ou, ainda, portadoras de outras doenças cutâneas.  Porém, o melanoma, infelizmente, afeta jovens, 50% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 55 anos e 30% em pessoas abaixo de 45 anos. Além disso, ele pode se localizar em áreas de difícil visualização como dorso, couro cabeludo, pernas e pés, por esta razão, o autoexame e consultas regulares ao dermatologista são importantes.

 

Diagnóstico e Tratamento
 

É imprescindível a realização de um exame clínico feito por um médico para o diagnóstico do câncer, que ainda pode exigir uma biópsia para determinar o tipo. Fique atento aos sinais, seguindo a regra ABDC (veja abaixo), e procure imediatamente um médico dermatologista em caso de suspeita para um desses itens: 

 

Regra ABCDE 

 

Assimetria: Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.

 

Bordas: Lesões malignas apresentam bordas mais irregulares, com interrupção abrupta na pigmentação da margem. 

 

Cor: Lesões muito escuras ou que apresentem várias cores em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.

 

Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.

 

Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

 

CÂNCER DE PELE

Mais informações sobre Câncer de pele:
 

http://www2.inca.gov.br 

http://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/ 

 

 

Alguns cuidados importantes para portadores de câncer de pele:

 

  • Em caso de aparecimento de alguma lesão na pele ou alteração em algum sinal ou pinta procure imediatamente um médico dermatologista.  Algumas lesões, contudo, podem estar em locais difíceis de serem visualizados pela pessoa, por esta razão é recomendável a visita anual a um dermatologista para check-up.   

  • Evitar exposição solar, principalmente entre os horários das 10h e 16h.

  • Utilizar diariamente filtro solar com fator de proteção 30 pelo menos, e contra radiação UVA e UVB. No caso de atividades ao ar livre, reaplicar o produto a cada duas horas. 

 

 

 

Características principais e sintomas

 

Existem diversos tipos de câncer de pele, que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. No Brasil, os que mais prevalecem são os tipos chamados de câncer não melanoma, que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um dos perigos do câncer de pele é que os sintomas podem ser “silenciosos”, com lesões que podem passar despercebidas ou confundidas com outros problemas, desta forma, é importante fazer consultas periódicas com um médico dermatologista como forma de prevenção e diagnóstico correto. De modo geral, a maioria das  lesões cancerígenas não são escuras, como a maioria imagina. Elas podem se caracterizar por pápulas rosadas ou cor da pele, manchas ou feridas avermelhadas e descamativas, tipo uma alergia localizada que vão alterando de formato e tamanho e, o mais importante, não melhoram. 

Os dois  tipos de câncer de pele não melanoma são: 

Carcinoma Basocelular – De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, este é o tipo presente em 70% dos diagnósticos de câncer de pele no Brasil. Este câncer surge na camada superior da pele, em regiões mais expostas ao sol, como face, orelhas, costas, ombros e couro cabeludo. Comumente está caracterizado como lesão avermelhada, brilhosa e que pode sangrar com facilidade. Pode ser confundido com outras doenças como psoríase e eczema, razão pela qual é imprescindível o diagnóstico por um médico. Com diagnóstico precoce pode ser curado, tendo baixa letalidade. 

Carcinoma Espinocelular – Representa cerca de 25% dos diagnósticos de câncer de pele no país. Surge nas células escamosas, na camada superior da pele, geralmente, em áreas mais expostas ao sol, sendo que a pele nessas regiões pode apresentar ainda mudanças na pigmentação, enrugamento e manchas. As lesões do câncer espinocelular costumam ter coloração avermelhada, em forma de feridas ou machucados que não cicatrizam e podem sangrar, ou, pode-se assemelhar a uma verruga. Costuma ser mais frequente em homens.  

Melanoma – O terceiro tipo de câncer de pele, e o mais grave de todos é o melanoma, este  origina-se de pintas que sofrem alteração de cor, textura e tamanho, ou aparece como lesões escuras que imitam as pintas. É o tipo mais agressivo e letal, devido a alta possibilidade de metástase, por sorte representa apenas de 4% dos casos registrados no país. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura são de cerca de 90%. Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve na camada superficial da pele, possibilitando a remoção cirúrgica. Em geral, o melanoma tem a aparência de uma pinta ou sinal de pele, em cores mais escuras, e que sofrem alteração de cor, formato e tamanho e, ainda, causar sangramento. Essas lesões podem aparecer em todas as regiões do corpo.  

 

Diagnóstico e Tratamento
 

As possibilidades de tratamentos vão depender dos estágios de diagnóstico do câncer de pele. Os tipos não melanoma, detectados precocemente, podem ser tratados com procedimentos como: cirurgia excisional - que consiste na remoção do tumor com um bisturi; cirurgia a laser – que faz uso do laser de dióxido de carbono ou erbium YAG para remover o tumor; curetagem e eletrodissecação – indicado para tumores pequenos, consiste na raspagem da lesão com uma cureta e destruição das células cancerígenas por meio de um bisturi eletrônico; criocirurgia – em que não há corte e a destruição do tumor é por meio do congelamento com nitrogênio líquido, indicada para tumores pequenos. Há outras opções de tratamento, como a terapia fotodinâmica (PDT), medicamentos orais e tópicos além de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, conforme o tipo e o estágio do câncer de pele.

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